Violência Brutal Contra a Natureza e Mulheres na Eleição
Violência Brutal Contra a Natureza e Mulheres na Eleição
Fonte: You TubeA Eleição
desta semana é uma das mais importantes da história do Brasil, quando os
eleitores terão a chance de decidir sobre dois tópicos que mais nos afligem - a
violência brutal contra a Natureza e a violência em geral,
principalmente contra as mulheres.
Violência Contra a Natureza
Existem
pesquisas mostrando uma forte relação entre a violência contra a natureza e a
violência contra as mulheres, amplamente estudada por correntes teóricas da
sociologia, eco feminismo e ecologia política, citadas por organizações
internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU).
É preciso
entender esta conexão, pois o mesmo sistema que destrói a Natureza muitas vezes
prejudica as mulheres, ou seja, quando a Natureza é degradada, a segurança das
mulheres frequentemente está em risco. São padrões de uma cultura de violência que
precisam ser entendidos para a solução de problemas.
Diante dos
dois tipos de violência no Brasil, pesquisas devem ser realizadas para
explicitar esta relação, no sentido de se orientar políticas públicas
destinadas a combater a cultura de violência no país.
Entende-se,
assim, que ser violento contra a Natureza é ser violento em tudo. Ser violento
contra a Natureza é ser violento contra a saúde, educação, contra as mulheres e
bem-estar de todos. Somos parte desta rica Natureza.
Assim
sendo, a decisão do eleitor requer muita responsabilidade na escolha de
seu candidato, principalmente de deputado estadual e federal, pois são eles que
irão elaborar leis e decidir sobre políticas públicas favoráveis a uma agenda
contra a violência.
Não vamos
ser cúmplices em eleger violentos. Na legislatura passada fomos irresponsáveis
em eleger o pior Congresso de nossa história, pois a grande maioria dos eleitos
foram desfavoráveis a uma agenda socioambiental para nosso país.
Já foi dito
que dos piores regimes, a democracia ainda é o melhor, pois nos dá o direito de
escolher e votar. Vamos nos basear nisto e tentar escolher um candidato melhor,
fora dos que já elegemos e nos decepcionou, ao não combater estas violências.
Neste caso,
não é razoável dizer que não vai votar ou anular o voto, porque todos os
candidatos são ruins. Pelo que estamos vendo, não temos bons candidatos, mas
com um pouco de esforço poderemos encontrar o menos ruim.
Vamos
largar o fanatismo por candidato e pensar no que oferece um histórico de
desempenho em cima de uma agenda socioambiental. Se na democracia não queremos
assumir esta responsabilidade, tudo vai continuar como está ou pior.
Estamos
vendo os efeitos do El Niño no Brasil e no mundo e podemos fazer alguma coisa,
pelo menos para as gerações futuras, que já se sentem como não tendo um futuro
por conta de nossa violência contra a Natureza. Com o nosso voto podemos mudar.
Violência contra as mulheres
O ideal
seria encontrar mulheres defensoras de uma agenda socioambiental e aumentar o
número delas no Parlamento. Precisamos melhorar nossa democracia com um maior
número delas. Infelizmente temos mulheres mais violentas do que homens quando
se trata de uma agenda socioambiental. Mas nem tudo está perdido.
O site Virada
Parlamentar-Farol do Congresso Nacional nos mostra a relação dos políticos
favoráveis e contra uma agenda socioambiental no país, por partidos e Estados.
Em geral, parlamentares da esquerda são favoráveis a uma agenda socioambiental,
enquanto os de direita são contra.
Infelizmente,
nos últimos dias, todos se nivelaram por conta da recente lei sobre os data
centers no Brasil. Isto nos dá a impressão de que todos se renderam aos
bilionários das Big Techs. Mesmo com uma boa pontuação na agenda socioambiental
durante o mandato, parlamentares de partidos de esquerda (PT, PSB, PcdoB, PV e
PDT) mancharam a ficha.
E agora, o
que fazer? Ainda temos opções. Na esquerda, o PSOL foi contra esta lei e seus
deputados apresentam uma forte convergência com a pauta socioambiental. Uma boa
opção de escolha, principalmente para os esquerdistas.
Como dito
acima, a grande maioria de deputados de direita são contrários à agenda
socioambiental. Neste caso, outra opção tanto
para a esquerda quanto direita é escolher entre candidatos novos, sem mandatos,
destes partidos.
Temos ainda
candidatos da extrema esquerda que seguem uma pauta socioambiental, mas não são
citados pela imprensa burguesa.
Assim
sendo, podemos priorizar as mulheres que estão aí se candidatando em todos os
partidos e que não participam da atual legislatura no Congresso Nacional. É uma
forma de combater a violência política contra elas.
Nossa
escolha no poder legislativo é fundamental e mais importante do que para presidente,
cuja agenda socioambiental é péssima, entre todos eles. Do ponto de vista de
valores democráticos, temos três deles que podem ser considerados - Lula,
Caiado e Cury. Outros não mencionados pela imprensa burguesa podem também ser considerados,
desde que defendam uma agenda socioambiental e democrática.
Felizmente,
para se avançar numa agenda socioambiental não precisamos de um presidente, mas
de um legislativo forte e o poder judiciário, que pode avançar na justiça climática, sobretudo
agora com os desastrosos efeitos do El Niño.
Quanto ao
candidato bolsonarista, pontuando bem nas pesquisas, tudo começa com sua
herança ultrajante contra as mulheres e devoradora destruição ambiental. Agora,
ao invés de estar preocupado com Nossa Senhora Aparecida, deveria se preocupar
com as mulheres em geral, sobretudo com as mulheres pobres deste país.
Por outro
lado, os cristãos brasileiros não dependem e nem precisam dele para aceitar
Jesus Cristo como caminho e luz.
Eleitores! Digam
não à violência contra a Natureza e contra as mulheres, elegendo membros do
poder legislativo, que abracem uma agenda socioambiental.

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